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O Módulo Introdutório “O Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia” descreve o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os sistemas nacionais de Proteção Civil dos países parceiros envolvidos no Projeto (Grécia, Reino Unido, Itália e Portugal). O objetivo consiste em fornecer uma visão global do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia e das várias configurações institucionais e operacionais dos sistemas de Proteção Civil na Europa. Em particular, serão descritas as características gerais dos sistemas nacionais e de Voluntariado de Proteção Civil, assim como o papel da formação no voluntariado em Proteção Civil. Os dados e informação incluídos neste Módulo são o resultado das pesquisas documental e de campo conduzidas pelos Parceiros nos seus países, durante a primeira fase do Projeto “CiProVoT – Civil Protection Volunteers Training”, cofinanciado pelo Programa Erasmus+: Ação-Chave 2, Parceria Estratégica no âmbito da Educação para Adultos.


As catástrofes sempre foram o resultado da interação humana com a natureza, a tecnologia e outras entidades vivas. Por vezes, são imprevisíveis e repentinas, outras vezes são lentas e prolongadas. São vários os tipos de catástrofes que afetam continuamente a forma como vivemos as nossas vidas diárias. Os seres humanos, como criaturas inovadoras, procuraram novas maneiras de conter os efeitos devastadores dos desastres. Todavia, durante anos, a conduta humana, relativamente a catástrofes, tem sido de natureza reativa. As comunidades, mesmo conhecendo os riscos que correm, aguardam a ocorrência de um evento desastroso para, posteriormente, ativarem os seus planos e procedimentos. O desenvolvimento humano social e económico contribuiu, ainda, para criar vulnerabilidades e, assim, enfraquecer a capacidade humana para reagir perante catástrofes e os seus efeitos. Os desastres impedem o desenvolvimento humano. Os benefícios do desenvolvimento estão indissociavelmente ligados ao nível de exposição ao risco de catástrofes no interior de uma dada comunidade. Igualmente, o nível do risco de catástrofe prevalente numa comunidade encontra-se ligado as escolhas de desenvolvimento exercidas pela comunidade (UNDP, 2004).